A neuropatia periférica não é “apenas um formigamento nas pernas”. Ela pode mudar a forma como você sente o chão, segura objetos, caminha ou mantém o equilíbrio. Quando os nervos periféricos sofrem, o corpo começa a mandar sinais em forma de dor, queimação, perda de sensibilidade ou fraqueza, e isso impacta diretamente a autonomia no dia a dia.

Na Clínica Inervus, em São Paulo, a neuropatia periférica é avaliada com olhar neurológico atento e detalhado, buscando entender a causa, o padrão de acometimento e o quanto isso já interfere na sua rotina. A partir daí, o objetivo é traçar um plano de cuidado que una diagnóstico preciso, orientação clara e acompanhamento próximo.

O que é neuropatia periférica?

Neuropatia periférica é o termo usado para descrever lesões ou disfunções dos nervos periféricos, que são os fios de comunicação entre o sistema nervoso central (cérebro e medula) e o restante do corpo, músculos, pele e órgãos.

Quando esses nervos adoecem, podem surgir:

  • Alterações de sensibilidade (formigamentos, dormências, queimação);
  • Alterações motoras (fraqueza, perda de força em pés e mãos);
  • Alterações autonômicas em alguns casos (como sudorese, pressão, etc.).

Ela pode acometer apenas um nervo (mononeuropatia), vários nervos em sequência (mononeuropatias múltiplas) ou muitos nervos de forma mais difusa (polineuropatia), como acontece em situações como o diabetes.

Sintomas principais

Os sintomas variam conforme quais nervos estão comprometidos e em que intensidade, mas alguns padrões são muito típicos.

Formigamento

O formigamento, aquele “formigar”, “choquinhos” ou sensação de “algodão” nos pés e nas mãos, é uma das queixas mais frequentes.

Ele pode aparecer como:

  • Sensação de agulhadas ou “picadinhas”;
  • Dormência em dedos, sola do pé ou palma da mão;
  • Sensação de “andar em cima de espuma” ou “pisar em algodão”.

No início, muitas pessoas notam os sintomas principalmente à noite ou após longos períodos em pé, mas com o tempo eles podem se tornar mais constantes.

Dor ou queimação

A dor neuropática costuma ser diferente da dor “muscular” comum. Ela pode ser descrita como:

  • Queimação intensa;
  • Dor em choque, pontadas ou fisgadas;
  • Hipersensibilidade ao toque (o simples atrito do lençol pode incomodar).

Essa dor pode atrapalhar o sono, o humor e a capacidade de manter atividades diárias com conforto.

Fraqueza muscular

Quando os nervos motores também são afetados, podem surgir sinais como:

  • Dificuldade para levantar a ponta do pé (pé caído);
  • Perda de força para abrir potes, segurar objetos ou subir escadas;
  • Cansaço desproporcional em pernas e pés.

Com o tempo, se não houver cuidado adequado, essa fraqueza pode favorecer quedas, tropeços e perda de independência funcional.

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Causas mais comuns

A neuropatia periférica não é uma doença única, mas um resultado comum de várias condições diferentes. Investigar a causa é uma parte central do trabalho neurológico.

Diabetes

O diabetes é uma das causas mais frequentes de neuropatia periférica.

Quando a glicose permanece descompensada por longos períodos, os nervos periféricos podem ser lesados, especialmente aqueles que vão para pés e pernas. Por isso, muitas pessoas com diabetes relatam:

  • Queimação nos pés;
  • Dormência em “luva e bota” (mãos e pés);
  • Dor que piora à noite.

Cuidar da neuropatia, nesse contexto, passa também por cuidar do controle glicêmico junto com o endocrinologista.

Deficiências nutricionais

Algumas deficiências de vitaminas, especialmente as do complexo B, entre outras, também podem contribuir para neuropatias periféricas.

Essas alterações podem estar relacionadas a:

  • Dieta inadequada;
  • Cirurgias que alteram a absorção intestinal;
  • Uso prolongado de certas medicações;
  • Outras condições clínicas.

Identificar e corrigir essas deficiências faz parte da estratégia de proteção dos nervos.

Doenças autoimunes

Algumas doenças autoimunes e inflamatórias podem atacar diretamente os nervos periféricos ou suas raízes, gerando quadros mais agudos ou crônicos de neuropatia.

Nesses casos, além dos sintomas de neuropatia, pode haver outros sinais sistêmicos, e muitas vezes é necessário um raciocínio conjunto com outras especialidades para montar o quebra-cabeça diagnóstico.

Diagnóstico da neuropatia periférica

O diagnóstico envolve três grandes perguntas:

  1. Há neuropatia?
  2. Qual o padrão (sensitiva, motora, ambas? Difusa, focal?)
  3. Qual a provável causa?

Exame clínico neurológico

Na Inervus, a avaliação começa com uma consulta detalhada, em que o neurologista:

  • Ouve a história dos sintomas (quando começaram, como evoluíram, em que lugares do corpo aparecem);
  • Investiga doenças prévias, uso de medicações, hábitos de vida e histórico familiar;
  • Realiza exame neurológico completo, avaliando:
    • Força muscular;
    • Reflexos;
    • Sensibilidade tátil, vibratória e dolorosa;
    • Coordenação e marcha.

Esse exame já oferece pistas importantes sobre quais nervos estão envolvidos e em que padrão.

Eletroneuromiografia

A eletroneuromiografia (ENMG) é um exame complementar frequentemente utilizado na investigação de neuropatia periférica.

Ela ajuda a:

  • Confirmar a presença de neuropatia;
  • Diferenciar se o problema é mais “no fio” do nervo ou na sua bainha de mielina;
  • Estimar o grau de comprometimento e a distribuição das lesões.

O exame é solicitado pelo neurologista quando há indicação clínica e é realizado em serviço especializado adequado, com laudo que será integrado à avaliação neurológica da Inervus.

Exames laboratoriais

Exames de sangue são fundamentais para investigar causas sistêmicas de neuropatia, como:

  • Alterações glicêmicas (como o diabetes);
  • Deficiências nutricionais;
  • Doenças autoimunes ou inflamatórias;
  • Outras condições metabólicas.

A combinação entre história clínica, exame neurológico, eletroneuromiografia e exames laboratoriais permite um diagnóstico mais preciso e um plano de cuidado mais direcionado.

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Faq - Perguntas Frequentes

É a lesão ou disfunção dos nervos periféricos, responsáveis por levar informações entre o cérebro, a medula e o resto do corpo. Quando esses nervos adoecem, surgem sintomas como formigamento, dormência, dor em queimação e, em alguns casos, fraqueza muscular.

Os sintomas iniciais geralmente incluem:

  • Formigamento ou “choquinhos” em pés e mãos;
  • Sensação de dormência em dedos;
  • Pequenos incômodos em queimação, principalmente à noite.

Com o tempo, se a neuropatia avança sem controle, podem surgir dor mais intensa, perda de sensibilidade e dificuldade de manter a força ou o equilíbrio.

Depende da causa.

  • Em algumas situações, ao corrigir a causa de base (como uma deficiência nutricional específica ou um medicamento desencadeante), os sintomas podem melhorar de forma importante.
  • Em outras, como na neuropatia diabética estabelecida ou em algumas doenças crônicas, o foco é evitar progressão, controlar a dor e preservar ao máximo a função.

Por isso, o diagnóstico precoce e o acompanhamento são tão importantes.

Os principais exames incluem:

  • Avaliação neurológica detalhada;
  • Eletroneuromiografia, quando indicada;
  • Exames laboratoriais dirigidos para investigar causas metabólicas, autoimunes e carenciais.

Em alguns casos, exames adicionais podem ser solicitados conforme o contexto clínico.

Sim. O diabetes é uma das causas mais frequentes de neuropatia periférica. A chamada neuropatia diabética costuma acometer inicialmente os pés, com queimação, dor, formigamento e perda de sensibilidade, aumentando o risco de lesões e infecções nos membros inferiores.

O tratamento da neuropatia periférica envolve:

  • Controle rigoroso da doença de base (como diabetes, deficiências vitamínicas, doenças autoimunes, etc.);
  • Medicações para controle da dor neuropática, quando necessária;
  • Orientações sobre cuidados com pés e mãos, calçados adequados e prevenção de lesões;
  • Em alguns casos, encaminhamento para reabilitação e fisioterapia em serviços apropriados.

O neurologista da Inervus ajuda a organizar essas frentes e a adaptá-las à realidade de cada paciente.

Em muitos casos, sim. A reabilitação pode contribuir para:

  • Melhorar equilíbrio e marcha;
  • Reduzir risco de quedas;
  • Fortalecer musculatura e otimizar o que ainda está preservado;
  • Ensinar estratégias para compensar limitações sensoriais.

Ainda que a reabilitação seja realizada em serviços especializados, ela faz parte de um plano de cuidado coordenado pelo neurologista, que acompanha a evolução e ajusta as orientações conforme necessário.

Você deve procurar um neurologista quando:

  • Sente formigamento, dormência ou queimação persistente em pés ou mãos;
  • Percebe perda de força ou instabilidade ao caminhar;
  • Já tem diagnóstico de diabetes ou outra condição de risco e nota sintomas neurológicos novos;
  • Recebeu hipótese de neuropatia periférica e precisa de avaliação detalhada e organização do seguimento.

Uma avaliação especializada é o primeiro passo para identificar a neuropatia, buscar sua causa e construir um plano de cuidado que proteja seus nervos e sua autonomia.