A apneia do sono é muito mais do que “apenas ronco alto”. Durante a noite, a respiração pode parar por alguns segundos, voltar de forma brusca, fragmentar o sono e deixar o cérebro em constante alerta. De manhã, o resultado é cansaço, dor de cabeça, irritabilidade, dificuldade de concentração, mesmo após “dormir a noite inteira”.

Na Clínica Inervus, em São Paulo, a apneia do sono é avaliada com olhar neurológico atento, considerando não só o ronco, mas o impacto real na memória, no humor, na produtividade e na saúde como um todo. O objetivo é identificar o problema, explicar com clareza o que está acontecendo e orientar o tratamento mais adequado para cada pessoa.

O que é apneia do sono?

Apneia do sono é um distúrbio em que ocorrem paradas repetidas da respiração durante o sono. Essas pausas podem durar alguns segundos e se repetir muitas vezes ao longo da noite.

Quando isso acontece, o corpo:

  • Recebe menos oxigênio por alguns instantes;
  • É “despertado” de forma parcial ou completa, mesmo que a pessoa não lembre;
  • Entra em um ciclo de sono fragmentado, pouco profundo e nada reparador.

Existem diferentes tipos de apneia, sendo a apneia obstrutiva do sono a mais comum, na qual há uma obstrução parcial ou total da via aérea superior durante o sono.

Sintomas principais

Os sintomas da apneia do sono nem sempre são percebidos por quem tem o problema. Muitas vezes, é o(a) parceiro(a) de quarto ou a família que percebe o ronco intenso ou as pausas respiratórias.

Ronco frequente

O ronco é um dos sinais mais marcantes, especialmente quando:

  • Acontece quase todas as noites;
  • É alto o suficiente para incomodar quem está ao lado;
  • Vem acompanhado de pausas, engasgos ou suspiros profundos.

Embora nem todo ronco seja apneia, todo ronco persistente merece atenção, principalmente quando há outros sintomas associados.

Paradas respiratórias noturnas

As pausas respiratórias são um dos principais sinais de alerta. Elas podem ser observadas como:

  • Momentos em que a respiração “some” por alguns segundos;
  • Silêncio repentino após ronco alto, seguido de um sobressalto, engasgo ou respiração forte;
  • Mudança de padrão respiratório ao longo da noite.

Esses episódios fragmentam o sono e sobrecarregam o sistema cardiovascular.

Cansaço diurno

Apesar de passar horas na cama, a pessoa com apneia costuma relatar:

  • Cansaço constante ao longo do dia;
  • Sonolência em situações monótonas (reuniões, TV, transporte);
  • Dificuldade de concentração, lapsos de memória, irritabilidade.

Essa sensação de “acordar cansado todos os dias” é um dos motivos mais frequentes que levam à investigação da apneia.

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Causas e fatores de risco

Nem todo paciente com apneia do sono é igual. Porém, alguns fatores aumentam bastante o risco de desenvolver o problema.

Obesidade

O excesso de peso é um dos principais fatores associados à apneia obstrutiva do sono.

O acúmulo de tecido em região de pescoço e vias aéreas superiores pode:

  • Reduzir o calibre da via aérea;
  • Facilitar o fechamento da garganta durante o sono;
  • Aumentar a frequência e a intensidade das pausas respiratórias.

Por isso, o controle de peso é uma parte importante da estratégia de cuidado em muitos casos.

Idade avançada

Com o passar dos anos, estruturas musculares e tecidos de sustentação da via aérea podem perder tônus, o que facilita colapsos parciais durante o sono.

A apneia do sono é mais frequente em adultos de meia-idade e idosos, mas também pode acometer pessoas mais jovens, especialmente quando há outros fatores de risco presentes.

Alterações anatômicas

Característica anatômicas também podem contribuir para a apneia, como:

  • Mandíbula mais retraída;
  • Amígdalas aumentadas;
  • Alterações nasais ou na via aérea superior.

Esses fatores podem se somar a outros (como peso e posição de dormir) e favorecer episódios de obstrução durante a noite.

Diagnóstico da apneia

O diagnóstico da apneia do sono começa com a história clínica e, muitas vezes, com relatos de quem dorme próximo ao paciente. A partir daí, o neurologista avalia a necessidade de exames específicos.

Polissonografia

A polissonografia é o exame de referência para investigar apneia do sono. Durante uma noite de monitorização, são avaliados:

  • Padrão de sono (fases e ciclos);
  • Frequência de pausas respiratórias e roncos;
  • Quedas de oxigênio no sangue;
  • Microdespertares ao longo da noite.

Com esses dados, é possível classificar a apneia em leve, moderada ou grave e definir melhor as opções de tratamento.

Exame clínico

Na avaliação clínica, o neurologista da Inervus:

  • Faz perguntas sobre sono, ronco, pausas e sonolência diurna;
  • Investiga presença de cefaleias matinais, alterações de memória, irritabilidade;
  • Avalia fatores de risco como peso, circunferência de pescoço, uso de álcool à noite, entre outros;
  • Considera outras doenças associadas, como hipertensão, arritmias ou condições neurológicas.

Essa visão global ajuda a entender o quanto a apneia está impactando a saúde neurológica e a qualidade de vida.

Exames complementares

Em alguns casos, podem ser solicitados outros exames para:

  • Avaliar consequências da apneia em sistemas como o cardiovascular;
  • Investigar comorbidades que também precisam ser tratadas;
  • Auxiliar na escolha da abordagem terapêutica mais segura.

Os exames são sempre pedidos de forma direcionada, conforme o quadro de cada paciente.

Tratamento na Inervus

O tratamento é individualizado: leva em conta a gravidade da apneia, os sintomas, o perfil do paciente e as comorbidades associadas. O foco é proteger o sono, o cérebro e o coração.

CPAP e aparelhos respiratórios

Em muitos casos de apneia moderada a grave, o uso de CPAP ou aparelhos respiratórios semelhantes pode ser indicado por especialista em sono.

Esses dispositivos:

  • Mantêm a via aérea aberta durante a noite por meio de fluxo de ar contínuo;
  • Reduzem o número de pausas respiratórias;
  • Melhoram a oxigenação e a qualidade do sono.

O neurologista da Inervus pode orientar a necessidade de avaliação específica para indicação e adaptação desses aparelhos, de acordo com a gravidade da apneia e os sintomas do paciente.

Orientações de saúde e estilo de vida

Mudanças de estilo de vida têm impacto direto na apneia do sono, por exemplo:

  • Redução de peso, quando há excesso;
  • Evitar álcool e sedativos à noite;
  • Ajustar posição de dormir, em alguns casos;
  • Cuidar da higiene do sono como um todo.

Essas medidas potencializam qualquer tratamento proposto e ajudam a reduzir o risco de complicações a longo prazo.

Medicamentos em casos selecionados

Em alguns contextos específicos, pode haver necessidade de manejar sintomas associados (como insônia, ansiedade ou outras condições clínicas) com medicações adequadas.

O uso de remédios é sempre cuidadosamente avaliado, considerando os riscos em pacientes com apneia do sono, e integrado a um plano mais amplo de cuidado.

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Faq - Perguntas Frequentes

A apneia do sono é um distúrbio em que a respiração para ou reduz significativamente várias vezes durante a noite, causando quedas de oxigênio e fragmentação do sono. Na forma obstrutiva, a mais comum, ocorre fechamento parcial ou total da via aérea superior enquanto a pessoa dorme.

A apneia do sono, quando não tratada, pode:

  • Manter o cérebro em estado crônico de privação de sono reparador;
  • Aumentar o risco de hipertensão, arritmias e outros problemas cardiovasculares;
  • Prejudicar memória, atenção e desempenho no trabalho ou nos estudos;
  • Aumentar risco de acidentes, especialmente ao dirigir sonolento.

Por isso, o diagnóstico e o tratamento não devem ser postergados.

Sim. As repetidas quedas de oxigênio e microdespertares durante a noite podem sobrecarregar o sistema cardiovascular, contribuindo para:

  • Aumento da pressão arterial;
  • Maior risco de arritmias;
  • Agravamento de doenças cardíacas pré-existentes.

Tratar a apneia do sono é também cuidar do coração.

Não. É possível roncar sem ter apneia, assim como é possível ter apneia com ronco discreto.

No entanto, ronco alto, diário, acompanhado de pausas respiratórias, engasgos noturnos ou sonolência diurna merece investigação com especialista e, muitas vezes, polissonografia.

O principal exame é a polissonografia, que registra o sono e a respiração durante a noite.

Além dela, a avaliação clínica e, quando necessário, exames complementares ajudam a entender o quadro global e orientar o tratamento de forma mais precisa.

Não. Embora o CPAP seja um dos tratamentos mais importantes e eficazes em muitos casos de apneia, especialmente moderada e grave, o manejo pode incluir também:

  • Mudanças de estilo de vida;
  • Controle de peso;
  • Abordagens individualizadas orientadas por especialistas em sono e outras áreas, quando necessário.

A melhor estratégia é definida caso a caso.

Em alguns pacientes, principalmente quando o excesso de peso é um fator importante, emagrecer pode reduzir a gravidade da apneia e, em alguns casos, melhorar significativamente o quadro.

No entanto, nem toda apneia está ligada apenas ao peso, e a avaliação neurológica e do sono continua sendo fundamental para guiar decisões ao longo do tempo.

Você deve procurar avaliação quando:

  • Ronca alto com frequência;
  • Sua família observa pausas na respiração durante o sono;
  • Acorda cansado, com dor de cabeça ou sensação de sono não reparador;
  • Sente sono excessivo durante o dia, com risco em atividades como dirigir ou operar máquinas;
  • Já tem doenças cardiovasculares e suspeita de apneia associada.

Uma consulta bem conduzida é o primeiro passo para recuperar noites mais tranquilas e dias com mais energia e clareza mental.